domingo, 27 de dezembro de 2015

O Segredo da imortalidade


10 passos

A  ideia de viver para sempre tem fascinado os humanos desde muito tempo atrás. Exatamente por isso, diversas histórias – originárias de povos distintos – tratam do tema. Com vocês, 10 maneiras, segundo a mitologia, de se tornar imortal:
10.Devore uma sereia – Mitologia japonesa
10Na mitologia japonesa, existe uma criatura semelhante a uma sereia, que é conhecida como Ningyo. Descrita como o resultado do cruzamento entre um macaco (!) e uma carpa (!!), ela vive no mar e, normalmente, traz má sorte ou tempestade se for pega. Se uma dessas criaturas for avistada em terra, trata-se de um presságio de guerra.
Um mito em particular envolve uma garota conhecida como a “freira de 800 anos”. Seu pai trouxe, acidentalmente, carne de ningyo para casa, e a menina a comeu, tendo sido amaldiçoada com a imortalidade. Depois de anos de tristeza devido a seus muitos maridos e filhos que morreram, ela decidiu dedicar sua vida a Buda e se tornou freira. Talvez por causa de sua santidade, ela foi autorizada a morrer quando atingiu a idade de 800 anos.

9. Provoque Jesus – Mitologia cristã

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A mitologia cristã conta que um homem judeu provocou Jesus durante sua caminhada para ser crucificado ao bater-lhe com o sapato e dizer-lhe para se apressar. Jesus, então, lhe respondeu, dizendo que, mesmo que ele estava indo embora, o homem judeu teria que ficar aqui na Terra até que ele voltasse.
Percebendo o que havia acontecido, o homem adotou para si o nome de José, se converteu ao cristianismo e foi batizado logo em seguida. No entanto, a maldição veio com alguns efeitos colaterais bem nocivos. Ele não tinha permissão para se sentar ou descansar em qualquer momento, com exceção de uma breve pausa no Natal. E a cada 100 anos, ele ficava terrivelmente doente por um período indeterminado de tempo, e depois disso voltava a ter 30 anos.

8. Irrite um deus – Mitologia grega

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Um tema comum em muitos mitos gregos que envolvem os mortais era o castigo e o perigo da arrogância ou do orgulho extremo entre os reles seres humanos. Muitos mortais tentaram enganar ou desafiar os deuses – todos foram punidos, muitos deles por toda a eternidade.
No início de sua vida, Sísifo tentou enganar Zeus e deu um jeito de prender Thanatos, a personificação da morte na mitologia grega. Isso transformou o mundo num lugar onde ninguém poderia morrer, o que realmente incomodou Ares, o deus da guerra. Por sua traquinagem, Sísifo foi punido com a tarefa de ter que rolar uma pedra colina acima todos os dias, só para rolá-la de volta morro abaixo todas as noites.
Outra história envolve o Rei Ixion, que, já em apuros por ter assassinado o sogro, foi até Zeus para pedir perdão. Enquanto estava no Monte Olympus, ele cometeu o erro de tentar estuprar Hera. Zeus descobriu e guiou Ixion de propósito até uma nuvem em forma de deusa. A punição do mortal foi ficar preso a uma roda de fogo para sempre.

7. Ingira minério de mercúrio – Mitologia taoísta

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Cinábrio é o nome usado para o sulfeto de mercúrio II (HgS), o minério de mercúrio comum, e um ingrediente fundamental para o elixir da imortalidade taoísta, que foi chamado de huandan (ou “elixir revertido”). Segundo a tradição taoísta, a ingestão de certos materiais, como o cinábrio ou o ouro, é capaz de deixar algumas qualidades desses elementos no organismo, além de livrar o corpo das imperfeições que o impediam de obter a imortalidade.
Infelizmente, a maioria desses itens, que em tese deveriam ser ingeridos para fazer você viver para sempre, acabam tendo o efeito contrário: são venenosos. Por esse motivo, muitas pessoas morreram, incluindo muitos dos imperadores da dinastia Tang. No final das contas, a ideia de “alquimia externa” foi alterada para “alquimia interna”, que passou a ser uma maneira de aproveitar a energia natural por meio de ioga e de outras práticas, na esperança de alcançar a imortalidade.

6. Recorra a uma planta desconhecida – Mitologia suméria

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Na Epopeia de Gilgamesh, o herói está à procura da fonte da imortalidade devido à aflição que sofre após a morte de seu amigo Enkidu, fazendo-o temer o momento em que chegar a sua hora de partir. A busca o leva a Utnapishtim, uma figura semelhante a Noé, a quem foi concedida a imortalidade quando ele construiu um grande barco – obedecendo as instruções dos deuses –, para que as mais diversas espécies da Terra pudessem sobreviver a uma grande enchente.
Utnapishtim diz a Gilgamesh que sua imortalidade era um dom especial, mas há uma planta de origem desconhecida que poderia ser comida com o objetivo de se alcançar a vida eterna. Apesar na descrição um pouco confusa, Gilgamesh consegue encontrar a tal planta. No entanto, logo depois de achá-la, ele a perde para uma cobra, de modo que nunca saberemos se teria funcionado.

5. Coma um dos pêssegos da imortalidade – Mitologia chinesa

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Os pêssegos da mortalidade chineses desempenham um papel muito importante no épico “Jornada para o Oeste”. Sun Wukong, o Rei Macaco (!), foi escolhido como o protetor dos pêssegos e acabou consumindo um deles, o que lhe rendeu mil anos de vida. Ele escapou de sua condenação no início, mas mais tarde foi capturado. Porém, como ele também tinha ingerido as pílulas da imortalidade, Sun Wukong não pôde ser executado.
Ele acabou lutando na guerra contra o Céu e os deuses tiveram que recorrer a Buda, que conseguiu enganar Sun Wukong e prendê-lo durante cinco séculos. Depois de tudo isso que sua missão passou a ser descrita pela obra “Jornada para o Oeste”. O Imperador de Jade (que, segundo a mitologia chinesa, é o senhor dos céus e de todos os domínios de existência abaixo, incluindo o homem e o inferno) e sua esposa, Xi Wangmu, foram considerados os plantadores do pessegueiro, que só dava frutos amadurecidos a cada 3 mil anos. Eles alegremente deram os pêssegos das colheitas seguintes aos demais deuses, a fim de que eles também se mantivessem vivos para sempre.

4. Beba amrita – Mitologia hinduísta

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“Amrita” é uma palavra em sânscrito que quase se traduz literalmente como “imortalidade” para o português. Os Devas, ou deuses, eram originalmente mortais ou perderam sua imortalidade por causa de uma maldição e estavam constantemente na procura de uma maneira de obter a vida eterna novamente.
Eles se uniram com seus inimigos, os Asuras, ou antideuses, para agitar o oceano de leite (!) e criar um néctar chamado amrita. Os Devas acabaram enganando os Asuras e os dissuadindo a não beber nada do líquido. Para isso, fizeram Vishnu se disfarçar de uma deusa do sexo feminino, que poderia inserir um desejo incontrolável no coração de qualquer um. Os mestres de ioga alegam serem capazes de beber amrita porque, segundo eles, os Devas derramaram um pouco do líquido na pressa de mantê-lo longe dos Asuras.

3. Tente as maçãs douradas – Mitologia nórdica

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As maçãs douradas nórdicas são diferentes de suas homólogas gregas porque todos os deuses nórdicos necessitam das maçãs para manterem sua imortalidade e sua eterna juventude. Idun, a deusa da primavera, era a guardiã do pomar onde os valiosos frutos se encontravam.
Quando ela foi enganada pelo deus Loki e entregue ao gigante Thiassi, junto com as famosas maçãs, os deuses nórdicos começaram a envelhecer e tiveram seu poder diminuído. Com o seu último suspiro de força, eles se uniram e conseguiram fazer com que Loki recuperasse Idun e as maçãs. Loki cedeu e, após se transformar em um falcão, foi capaz de resgatar Idun e as maçãs douradas. Os deuses, por sua vez, puderam recuperar sua juventude.

2. Delicie-se com ambrosia – Mitologia grega

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Não, não se trata daquele doce com ovos que sua tia do interior faz nas festas de aniversário. Essa ambrosia é a bebida dos deuses gregos, que, segundo consta, teria um delicioso gosto de mel. A ambrosia era entregue aos atletas que participavam dos Jogos Olímpicos da Antiguidade por pombas, e era a fonte de imortalidade deles.
A vários mortais e semideuses foi dado o privilégio de beber desse precioso líquido, como foi o caso do semideus Héracles, filho de Zeus e Alcmena. Outros, no entanto, recorreram ao roubo, e por isso foram punidos. O rei Tântalo da Frígia, por exemplo, não teve muita sorte e foi preso em um poço cheio d’água, com a comida sempre fora de alcance. O nome e a história de Tântalo deram origem à palavra “tantalize”, em inglês, que pode ser traduzida como “atormentar, provocar”.
Outras figuras mitológicas quase provaram da lendária bebida, mas tiveram seu desejo rejeitado no último momento, como a história do herói Tydeus, que estava prestes a ser feito imortal pela deusa Athena, até que ela o flagrou comendo cérebro humano e mudou de ideia.

1. Encontre o Santo Graal – Mitologia cristã

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Um dos artefatos mais conhecidos e cobiçados da mitologia cristã é o Santo Graal. Figura recorrente da cultura pop ocidental, tendo sido tema de diversos livros e até de um filme do Indiana Jones, o Santo Graal é o cálice onde Jesus bebeu na Última Ceia. Acredita-se também que esse é o recipiente com o qual José de Arimateia coletou algumas gotas do sangue de Jesus enquanto ele estava na cruz. Apesar de famoso e cobiçado, muito pouco se sabe, de concreto, sobre o objeto e as pistas sobre ele são tão diversificadas quanto ambíguas e confusas.
Em busca do Santo Graal, o Rei Arthur e seus cavaleiros viajaram muito longe, sem sucesso na empreitada. Dizem que somente as almas mais puras são capazes de encostar no cálice. Sir Galahad, um dos cavaleiros do Rei Arthur, supostamente alcançou a imortalidade, em virtude de ter sido o único homem capaz de tocar no Santo Graal. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O "Evangelho de Barnabé"

A bíblia de mais de 1500 anos que pode mudar a história do cristianismo como conhecemos hoje.
Em tempos de JMJ ... recentemente veio a tona uma descoberta realizada na Turquia em 2000 e que, pelo seu alto grau de relevância histórica, foi mantida em segredo em um cofre na cidade de Ankara, e só agora a Turquia por meio do Museu Etnográfico local resolveu expor. A raridade foi encontrada com uma quadrilha que comercializava antiguidades de forma ilegal. As páginas da suposta bíblia estão escritas em aramaico, uma das línguas mais difundidas no período e local onde Jesus viveu. Datada do século IV e V, suas páginas estão hoje negras, por causa da ação do tempo, mas as letras douradas ainda possibilitam sua leitura. De acordo com as notícias, peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original.
Possivelmente, o evangelho descrito no artefato pertenceu ao discípulo Barnabé - um discípulo de Jesus que ficou conhecido por suas viagens com o apóstolo Paulo descritas no Livro de Atos. Por falar neste último, segundo fontes, neste evangelho, Paulo é chamado de "enganador". Outro ponto polêmico seria a afirmação que Jesus ascendeu vivo ao céu, sem ter sido crucificado, e que Judas teria sido crucificado em seu lugar. Por fim, dois pontos de suma importância para a religião islâmica: Jesus teria anunciado a vinda do profeta Maomé, que fundaria o Islamismo 700 anos depois de Cristo, e também prevê ainda a vinda do último messias islâmico, que, em tese, ainda não aconteceu.
Estudiosos cristãos declararam que o evangelho não tenha sido inspirado por Deus, ou seja, seria um texto apócrifo. Recentemente, o vaticano declarou preocupação em relação à esta descoberta e pediu às autoridades turcas que permitissem aos especialistas da Igreja Católica avaliar o livro e seu conteúdo, em especial o "Evangelho de Barnabé". Entretanto, a autenticidade do livro precisaria ser provada por autoridades independentes.