segunda-feira, 11 de maio de 2015

O "Evangelho de Barnabé"

A bíblia de mais de 1500 anos que pode mudar a história do cristianismo como conhecemos hoje.
Em tempos de JMJ ... recentemente veio a tona uma descoberta realizada na Turquia em 2000 e que, pelo seu alto grau de relevância histórica, foi mantida em segredo em um cofre na cidade de Ankara, e só agora a Turquia por meio do Museu Etnográfico local resolveu expor. A raridade foi encontrada com uma quadrilha que comercializava antiguidades de forma ilegal. As páginas da suposta bíblia estão escritas em aramaico, uma das línguas mais difundidas no período e local onde Jesus viveu. Datada do século IV e V, suas páginas estão hoje negras, por causa da ação do tempo, mas as letras douradas ainda possibilitam sua leitura. De acordo com as notícias, peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original.
Possivelmente, o evangelho descrito no artefato pertenceu ao discípulo Barnabé - um discípulo de Jesus que ficou conhecido por suas viagens com o apóstolo Paulo descritas no Livro de Atos. Por falar neste último, segundo fontes, neste evangelho, Paulo é chamado de "enganador". Outro ponto polêmico seria a afirmação que Jesus ascendeu vivo ao céu, sem ter sido crucificado, e que Judas teria sido crucificado em seu lugar. Por fim, dois pontos de suma importância para a religião islâmica: Jesus teria anunciado a vinda do profeta Maomé, que fundaria o Islamismo 700 anos depois de Cristo, e também prevê ainda a vinda do último messias islâmico, que, em tese, ainda não aconteceu.
Estudiosos cristãos declararam que o evangelho não tenha sido inspirado por Deus, ou seja, seria um texto apócrifo. Recentemente, o vaticano declarou preocupação em relação à esta descoberta e pediu às autoridades turcas que permitissem aos especialistas da Igreja Católica avaliar o livro e seu conteúdo, em especial o "Evangelho de Barnabé". Entretanto, a autenticidade do livro precisaria ser provada por autoridades independentes.