segunda-feira, 16 de maio de 2011

O numero 666


Número da Besta, Marca da Besta, 666, seiscentos e sessenta e seis é, de acordo com a tradição cristã, um número correspondente ao sinal da Besta. Os manuscritos gregos não escrevem a frase literalmente como seis-seis-seis (três palavras gregas para seis em uma série — εξ εξ εξ) mas como χξϛ´ (ele é 666 em forma numérica grega) ou algumas vezes seiscentos e sessenta e seis (grego: ἑξακόσιοι ἑξήκοντα ἕξ)

Origem

A origem da profecia está associada a uma parte das Escrituras Sagradas Judaico-Cristã, mais precisamente no Livro de Apocalipse (Livro de Revelações escrito por João Evangelista), no capítulo 13. O livro de Apocalipse trata de revelações dadas pelo Deus, relatando acontecimentos proféticos de um determinado período do tempo da história, o último período da contagem dos dias antes do fim dos tempos. A sua essência foi usada como fonte de superstições no decorrer da história.
A associação do tipo de marca tratado em Apocalipse 13 faz ênfase ao costume comum de se marcar aquilo que lhe é de propriedade. Emblemas feitos de ferro e aquecidos ao fogo são usados para marcar e identificar animais de porte económico como gados, cavalos, etc. Uma associação provável do uso de marcas em homens está relacionada à téssera, sinal marcado sobre os escravos romanos. Deste modo, o autor do Apocalipse estaria associando o uso de um sinal aparente, a marca da Besta, a um controle de escravização do homem, através de um sistema social, político, económico e religioso.

O número 6 das bestas-feras e o número de homem

O número chave que compõe a expressão "seiscentos e sessenta e seis" é o número 6 (seis), que aparece de forma tríplice na sua forma descritivamente numérica: 666.
A primeira aparição bíblica que leva a citação ao número 6 aparece no livro de Génesis. Perceptivelmente, durante o processo da criação dos seres viventes que estão enquadrados ao período do dia sexto da Génesis, entre outras criaturas, aparecem: as bestas-feras (Génesis 1:24) e o próprio homem (Génesis 1:26)

Profecia e Revelação

A aparição do número da Besta marca na história bíblica o início da rebeldia completa de um povo ou nação. O número da Besta representa a falsa adoração, ou seja, a idolatria. No final terminará com o 666 ou a vinda do Anti-Cristo, aquele que deseja ser como o Deus verdadeiro. A Profecia visa levar ao ser humano o entendimento das coisas futuras que irão acontecer, para que quando vierem a acontecer o cristão não seja apanhado de surpresa, deste modo, no começo do Apocalipse, o escritor recebe a mensagem do Anjo para dar aos seus servos, e estes servos são o povo deste Deus verdadeiro, os Cristãos.

Superstições aos números

Os números 13 e 666 retêm um significado peculiar na cultura e psicologia das sociedades ocidentais. É perceptível como muitos tentam evitar os supostos números de "azar" 13 e 666; e as fobias a esses números são chamadas de "triscaidecafobia" e "hexacosioihexecontahexafobia", respectivamente. Por exemplo, quando a gigantesca fábrica de CPU Intel introduziu o Pentium III 666 MHz em 1999, eles escolheram para o mercado o Pentium III 667 com o pretexto de que a velocidade 666,666 MHz teria mais especificamente proximidade ao inteiro 667 do que o inteiro 666 MHz. Curiosamente, também, da mesma forma a empresa desenvolvedora de softwares Corel, ao lançar o que seria a versão 13 do seu conjunto de ferramentas para edições gráficas, os lançou baptizando-os de Corel Draw Graphics Suite X3, que é a versão 13 e posterior a versão 12, caracterizando assim a sua superstição ao número.


sábado, 14 de maio de 2011

Combustão Humana


A combustão humana espontânea (CHE) é um fenómeno no qual o corpo de uma pessoa entra em combustão, não provocada por uma fonte externa de ignição.
Embora o fenómeno não seja compreendido cientificamente, alguns estudiosos sugerem como causa uma reacção química do corpo. Modernamente, as duas explicações mais comuns para o fenómeno são o chamado "efeito pavio", é um tipo raro de descarga eléctrica estática.

História

O primeiro relato conhecido de um caso de CHE é de autoria do anatomista dinamarquês Thomas Bartholin que, em 1663, descreveu como uma mulher, em Paris, "foi reduzida a cinzas e fumaça" sem que o colchão de palha em que dormia, fosse danificado pelo fogo.
No segundo quartel do século XIX, M. J. Fontelle reviu alguns casos perante a Academia Francesa de Ciências (1833), tendo observado que as vítimas tendiam a ser mulheres idosas que consumiam bebidas alcoólicas e que os danos do fogo não se estendiam aos materiais inflamáveis como álcool ou querosene próximos ou mesmo no corpo delas.

Características

Os casos de CHE narrados desde então apresentam algumas características em comum:
• A vítima é quase completamente consumida pelas chamas, geralmente no interior da própria residência;
• Os primeiros a encontrar os corpos carbonizados relatam ter percebido o cheiro de uma fumaça adocicada nos locais onde o fenómeno ocorrera;
• Os corpos carbonizados apresentam as extremidades (mãos, pés e/ou parte das pernas) intactas, mesmo que o dorso e a cabeça estivessem irreconhecíveis;
• O lugar onde o corpo é encontrado mostra pouco ou nenhum sinal de fogo, salvo algum resíduo na mobília ou nas paredes.

Em casos raros:

• Os órgãos internos da vítima permaneciam intactos, enquanto a parte externa era carbonizada;
• Alguns sobreviventes desenvolveram queimaduras estranhas no corpo, sem razão aparente para tal ou emanaram fumaça sem que existisse fogo por perto.

Casos específicos

Em 1966 o corpo do Dr. J. Irving Bentley que tinha 92 anos, foi encontrado ao lado de um medidor de energia, apenas parte da sua perna e um pé com chinelo restaram, o resto do seu corpo era apenas cinzas. Uma das probabilidades de acontecer isso seria um buraco que havia na pia do banheiro, mas o resto da casa estava intacta, não foi encontrada nenhum indicio de faísca ou fogo naquele dia na casa.
Ainda é difícil para a ciência dizer certamente por que isso acontece, mas existe algumas teorias, uma delas defende que o corpo para entrar nesse estado precisa de alta intensidade de calor e alguma substância inflamável. Charles Dickens diz que o fogo é iniciado quando o metano acumulado nos intestinos entra em ignição estimulado por enzimas. Outra teoria de Larry Arnold, sugere que o fenómeno resulta de uma nova partícula sob atómica chamada 'pyroton' que, segundo ele, interage com as células para criar uma micro-explosão. Mas não existe nenhuma evidência científica provando a existência de tal partícula? O que a diz a ciência Se a combustão humana não é real, o que de fato ocorreu com os corpos carbonizados de tantas fotos? Uma das possíveis explicações é o efeito pavio.
Na noite de 12 de Maio de 1977, Ginette Kazmierczak, ela estava sozinha no apartamento, porque seu filho estava fora. Cerca de 03:00 da madrugada, o seu vizinho mais próximo foi acordado pois o seu quarto era simplesmente fumaça. Ele sai e vê as pequenas chamas que devoram a parte inferior da porta da Sra. Kazmierczak. Quando os bombeiros chegaram viram cenas chocantes, um show bizarro, somente as pernas e o braço direito estavam intactos, o resto do corpo era apenas cinzas, estima-se que para ter acontecido isso, a temperatura deveria ser de 2000 ºC.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Brasilia Secreta



Semelhanças entre a construção de Brasília e uma antiga capital do Egito, Akhetaton, que existiu há 3580 anos, questionando se seriam apenas coincidências ou se existe algo misterioso unindo estas duas cidades.


Juscelino e Akhenaton




O faraó Akhenaton, nome adotado por Amenhotep IV, esposo da rainha Nefertit, representou um marco importante na engenharia e arquitetura mundial, construindo toda uma cidade em menos de quatro anos, pelo fato de substituir a técnica tradicional, que utilizava gigantescos blocos de pedra, pelo uso de pequenos blocos, de 30 a 40 cm. Akhetaton foi construída para adoração do deus Athon (deus Sol), transformando em monoteísta a religião egípcia. Muito parecida com a geografia e arquitetura de Brasília, Akhetaton estava localizada no centro geográfico do país. Como capital administrativa do Egito, foi organizada em setores, distribuídos em suas asas norte e sul, que representava uma grande ave voando em direção leste - figura de Íbis, uma divindade egípcia guardiã das pirâmides e dos mortos. Devido ao intenso calor e baixa umidade do ar local, foi construído o lago Moeris, sendo o primeiro lago artificial do mundo. Muitos de seus prédios, em forma de pirâmide, possuíam entrada por um corredor escuro no sub-solo, aonde as pessoas chegavam a uma grande nave iluminada pela luz solar intensa, simbolizando a busca dos que estavam em trevas em direção à luz do deus Sol.






Juscelino Kubitschek, presidente brasileiro responsável pela construção de Brasília, tornou-se um grande admirador de Akhenaton, após conhecer o Egito, na época em que foi fazer especialização na Europa. Dizia que era reencarnação do mesmo. Como o faraó, Juscelino também construiu a nossa capital em menos de quatro anos, morrendo tragicamente 16 anos após a conclusão da obra (em um acidente misterioso na via Dutra, próximo a Resende/RJ), da mesma forma que Akhenaton.


As influências da maçonaria


A maçonaria atuou ativamente na construção de nossa capital, bem como em toda a história do Brasil.Também exerceu grande influência na história política de praticamente todos os países da América, inclusive os Estados Unidos. Mas grandes problemas que temos atualmente, basta olhar para a entrada da maioria das cidades brasileiras e ver um Obelisco -- símbolo fálico dos deuses do Egito, e bastante usado pelos políticos maçons. É como se o diabo estivesse levantando seu dedo (que todos sabemos significado deste gesto obsceno) para cada morador daquela cidade.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Você conhece a relação entre o ocultismo e as Testemunhas de Jeová?

Russell e a Maçonaria

A Maçonaria é a maior fraternidade "secreta" do mundo. 
Sabe-se que alguém se torna maçom apenas por ocasião de um elaborado ritual de iniciação e que só os membros dessa "irmandade" têm acesso à sua liturgia.
Segundo uma vertente histórica, a Maçonaria teria sido fundada na Inglaterra, em 1717, por um sacerdote anglicano e um huguenote (nome dado aos protestantes na França), o que explicaria o fato de encontrarmos, entre os maçons, membros de denominações protestantes. Deveras, o  vínculo histórico entre a Maçonaria e o protestantismo culminaria em um cisma na Igreja Presbiteriana do Brasil, em 1903, nascendo a Igreja Presbiteriana Independente - representativa dos setores protestantes contrários à Maçonaria.  

O fundador do movimento " 'Testemunhas de Jeová”, Charles T. Russell  cresceu em um ambiente presbiteriano, conhecendo conceitos místicos comuns a sua época e cultura. Tomando-se isso em conta e considerando-se que a Maçonaria se diz supra-religiosa, é natural perguntar: teria o 'pastor' herdado uma formação religiosa sincrética - produto da atmosfera protestante norte-americana do século 19? Por enquanto, trata-se apenas de uma especulação, a qual os fatos históricos haverão de confirmar ou negar. Vejamos...   No início do século 20, Russellproferiu um exótico discurso intitulado - "Quem Pode Conhecer os Segredos de Deus?". No decorrer deste, ele declarou:


"... porque desejo chamar sua atenção para o fato de que o próprio Deus Todo-Poderoso é fundador de umasociedade secreta... Ao longo da Era do Evangelho tem existido uma Igreja externa de Deus e outra Igreja verdadeira que estava oculta. O mundo já viu a Igreja externa, porém não a oculta... esta magníficasociedade secreta que o Senhor organizou..."


Para aqueles que têm intimidade com os conceitos maçônicos tais palavras são bastante familiares. Muito embora a Maçonaria, na atualidade, negue ser uma sociedade secreta, ainda assim admite o caráter sigiloso de seus símbolos e   do reconhecimento mútuo dos membros de sua 'irmandade' ao redor do mundo. Dessa forma, o termo 'sociedade secreta' dificilmente ajustar-se-ia ao vocabulário cristão, sendo mais facilmente associado ao jargão maçônico. Teria Russell  escolhido tais palavras ao acaso? Ou as teria tomado emprestadas da Maçonaria?   Se a declaração acima servisse de alicerce único para estabelecer uma linha de conexão entre Russell e a Maçonaria - sem dispor de outros indícios a apoiar tal hipótese - estaríamos diante de uma  inconsistência notável. Todavia, não é este o caso. Prossigamos em nossa tarefa de reconstituir fatos passados.      Em Novembro de 1913, Russell  proferiu outro discurso - na sede maçônica de Pasadena-California,  no qual emitiu as enigmáticas palavras:

Estou muito contente em ter esta oportunidade particular de dizer umas palavras sobre algumas coisas de comum acordo com nossos amigos maçons, pois estamos falando em um edifício consagrado à Maçonaria, e porque, ademais, nós também somos maçons. Eu sou um Franco-maçom livre e aceito... Eu creio que todos somos... Não vou falar nada contra a maçonaria... De fato, alguns de meus melhores amigos são maçons e eu reconheço que há certas verdades preciosas que são sustentadas em parte por nossos amigos maçons."

Proferir tais palavras hoje, da tribuna de uma congregação das Testemunhas de Jeová, acarretaria  conseqüências gravíssimas .  O pronunciamento do 'pastor' diante da comunidade maçônica não foi um evento secreto. Ao contrário, acha-se registrado, em sua inteireza, no compêndio 1913 Convention Report  . Extraímos um trecho particularmente impressionante:

Tradução:


"É assim... O Grande Mestre Artífice da nossa Alta Ordem de Maçons Livres e Aceitos, o Senhor Jesus Cristo, lançou a fundação de tudo; como a bíblia diz, Outra fundação nenhum homem pode lançar que não aquela que está lançada, Jesus Cristo. Ele tem a fundação da alta e aceitável maçonaria, e tudo o que pertence a ela"


   Diante das graves implicações da declaração acima, dificilmente uma Testemunha de Jeová hoje daria crédito a esta evidência - preferindo supor que se trata de uma fraude -. É compreensível que aja assim, pois a maioria dos adeptos sequer conhece o compêndio acima citado e muito dificilmente teria acesso a algum exemplar remanescente dele após quase 90 anos.  Poderemos verificar um paralelo de símbolos comuns às duas entidades, num livro intitulado,  The Watchtower and the Masons ('A Torre de Vigia e os Maçons'), de FritzSpringmeier.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tabuleiro Quija



O tabuleiro Ouija é usado em adivinhações e no espiritualismo. Normalmente possui inscritas as letras do alfabeto, além de palavras como 'sim', 'não', 'adeus' e 'talvez'. Uma planchette (um dispositivo deslizante com 3 pernas) ou algum tipo de ponteiro é manipulado pelos que usam a tábua. Os usuários fazem uma pergunta ao tabuleiro e, um deles ou todos juntos, movem o ponteiro sobre o tabuleiro até que uma letra seja "selecionada" pelo ponteiro. As escolhas "soletram" uma resposta à questão formulada.


Alguns praticantes afirmam que forças paranormais ou sobrenaturais estariam em ação, soletrando as respostas do tabuleiro Ouija. Os céticos acreditam que os que usam o tabuleiro selecionam, consciente ou inconscientemente, o que é lido. Para comprovar isso, simplesmente tente fazê-lo de olhos vendados por algum tempo, enquanto um assistente neutro toma nota das letras selecionadas. Geralmente, o resultado serão maluquices incompreensíveis.

O movimento da planchette não se deve a forças paranormais, mas a movimentos imperceptíveis daqueles que controlam o ponteiro, conhecidos como efeito ideomotor. O mesmo tipo de movimento imperceptível atua na rabdomancia.


O tabuleiro Ouija foi apresentado pela primeira vez ao público norte-americano em 1890, como jogo de salão vendido em lojas de novidades.
E.C. Reiche, Elijah Bond, e Charles Kennard ... criaram um desenho alfanumérico totalmente novo. Espalham as letras do alfabeto em dois arcos atravessando o meio do tabuleiro. Abaixo das letras ficavam os números de 1 a 10. Nos cantos, haviam "SIM" e "NÃO."
Kennard chamou o novo tabuleiro de Ouija, em alusão à palavra egípcia que significaria boa sorte. Ouija na verdade não é boa sorte em egípcio, mas como o tabuleiro lhe disse que era, durante uma sessão, o nome acabou sendo adotado.*
Kennard perdeu a empresa para seu ex-chefe de produção William Fuld, em 1892.
Uma das primeiras peças de propaganda de William Fuld, como chefe de sua nova empresa, foi reinventar a história do tabuleiro Ouija. Afirmou ter sido ele próprio quem inventou o tabuleiro, e que o nome Ouija era uma fusão da palavra francesa "oui" para sim, e a alemã "ja" para sim.*
Embora os tabuleiros Ouija sejam vendidos geralmente na seção de novidades ou jogos das lojas, muitas pessoas juram que existe algo de sobrenatural neles. Por exemplo, Susy Smith, em Confessions of a Psychic (Confissões de um Médium) afirma que o uso de um tabuleiro Ouija a tornou mentalmente perturbada. Em Thirty Years Among the Dead(Trinta Anos Entre os Mortos) (1924), o psiquiatra norte-americano Dr. Carl Wickland afirma que o uso do tabuleiro Ouija "provocava uma demência tão violenta que internação em manicômios se fazia necessária". Será que é isso o que acontece quando amadores tentam mexer com o oculto? Talvez, se eles forem sugestionáveis, não muito céticos e um pouco perturbados para começar. Porém, até pessoas muito inteligentes, que não enlouqueceram, ficam impressionadas com sessões do tabuleiro Ouija. Elas acham difícil explicar a "comunicação" como o efeito ideomotor refletindo pensamentos inconscientes. Uma das razões para que eles achem essa explicação difícil de aceitar é a de que as "comunicações" às vezes são mesquinhas e desagradáveis. É psicologicamente mais agradável atribuir os pronunciamentos mesquinhos a espíritos malignos do que admitir que alguém entre eles esteja abrigando alguns desses pensamentos. Além disso, algumas das "comunicações" expressam medos ao invés de desejos, como o medo da morte, e idéias como essas podem ter um efeito bem visível e significativo sobre algumas pessoas, especialmente os jovens.



Observar mensagens poderosas e o efeito poderoso de mensagens sobre pessoas impressionáveis pode ser impressionante. Além disso, como as experiências com a comunicação facilitada têm demonstrado, pessoas decentes freqüentemente abrigam pensamentos indecentes, dos quais elas não têm consciência. E o fato de que uma pessoa leve uma "comunicação" a sério o bastante para fazer com que ela interfira significativamente em seu prazer de viver, poderia ser um motivo suficiente para que ela evitasse o tabuleiro Ouija como "entretenimento inofensivo", mas isto dificilmente é motivo suficiente para se concluir que as mensagens venham de outro lugar que não da nossa própria mente.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Experiência Quase Morte (EQM)



Uma experiência de sair do corpo por uma pessoa que quase morre. 

A experiência é geralmente descrita como envolvendo uma sensação de extrema paz, um som semelhante a uma campainha ou um zumbido, uma passagem nas trevas, e a seguir uma passagem para a luz. Contudo, a pouca investigação neste campo, indica que estas sensações se obteem em situações que afectam o estado do cérebro, como paragens cardíacas e anestesias. As condições que levam ao estado de Quase-Morte parecem afectar significativamente a natureza da experiência. Ainda, muitas pessoas que não tiveram experiências de quase-morte fazem relatos semelhantes. Estes são geralmente provocados pelo uso de psicóticos (devido a severos desequilibrios neuroquimicos) ou drogas como haxixe ou LSD.






Os crentes pensam que as EQMs provam a existência de vida após a morte. Cépticos pensam que as EQMs podem ser explicadas por neuroquimica e são o resultado de alterações num cerebro moribundo. Por exemplo, a experiência da passagem de um tunel escuro para a luz brilhante é explicada por "ruido neural" e "mapeamento retino-cortical." De acordo com Susan Blackmore, o investigador Tom Troscianko especula:

Começa-se com um leve ruido neural e vai-se aumentando gradualmente, o efeito seria de uma luz no centro tornando-se maior e maior e portanto mais próxima....o tunel parecia mover-se com o aumento do ruido e a luz tornar-se-ia maior....Se todo o cortex ficasse tão ruidoso que todas as celulas disparavam, então toda a àrea pareceria banhada em luz.[p. 85]
Blackmore atribui a sensação de paz à libertação de endomorfinas em resposta à situação de extremo stress. Os ruidos são atribuidos a anoxia e efeitos nas conexões das celulas do cerebro. [p. 64]
O Dr. Karl Jansen reproduziu EQMs com ketamina, um anestésico de rápida acção, halucinogénico e "dissociativo".  

A anestesia é o resultado do paciente ser tão 'dissociado' e 'removido do seu corpo' que é possivel executar intervenções cirurgicas. Isto é diferente da 'inconsciencia' produzida pelos anestésicos convencionais, apesar da ketamina ser tambem um excelente anestésico através de um caminho diferente (i.e. não devido à dissociação). A ketamina relaciona-se com o phencyclidine (PCP). Ambas as drogas são arylciclohexilaminas - não são opiáceos e não estão relacionadas com o LSD. Em contraste com o PCP, a ketamina é relativamente segura, de acção muito mais curta, não é controlada na maioria dos paises, e permanece em uso como anestésico para crianças nos paises industrializados e para todas as idades no terceiro mundo por ser barata e fácil de usar. A anestesia impede os pacientes de terem EQMs pela co-administração de sedativos que produzem "verdadeira" inconsciencia em vez de dissociação.  
De acordo com o Dr. Jansen, ketamina pode reproduzir todos os efeitos da EQM, incluindo a viagem atraves do tunel para a luz, a sensação de estar morto, comunicação com Deus, alucinações, o sair do corpo, ruidos, etc. Isto não prova que não existe vida depois da morte, mas prova que que uma EQM não é prova de vida após a morte. De qualquer modo, a "tipica" EQM não é tipica de nada, excepto da tendencia dos parapsicólogos selecionarem factos isolados de um conjunto e encaixarem-nos numa hipotese paranormal ou sobrenatural.
Finalmente, Quigg Lawrence (Blinded by the Light) pensa que a EQM é uma obra de Satanás. É uma resposta tão boa como a que diz que visitamos outros planos da realidade.




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